Machado de Assis


Joaquim Maria Machado de Assis (Rio de Janeiro, 21 de junho de 1839 — Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1908) foi um escritor brasileiro, amplamente considerado como o maior nome da literatura nacional. Escreveu em praticamente todos os gêneros literários, sendo poeta, romancista, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, jornalista, e crítico literário. Testemunhou a mudança política no país quando a República substituiu o Império e foi um grande comentador e relator dos eventos político-sociais de sua época.

Nascido no Morro do Livramento, Rio de Janeiro, de uma família pobre, mal estudou em escolas públicas e nunca frequentou universidade. Os biógrafos notam que, interessado pela boemia e pela corte, lutou para subir socialmente abastecendo-se de superioridade intelectual. Para isso, assumiu diversos cargos públicos, passando pelo Ministério da Agricultura, do Comércio e das Obras Públicas, e conseguindo precoce notoriedade em jornais onde publicava suas primeiras poesias e crônicas. Em sua maturidade, reunido a colegas próximos, fundou e foi o primeiro presidente unânime da Academia Brasileira de Letras.

Podemos dividir as obras de Machado de Assis em duas fases: Na primeira fase (fase romântica) os personagens de suas obras possuem características românticas, sendo o amor e os relacionamentos amorosos os principais temas de seus livros. Desta fase podemos destacar as seguintes obras: Ressurreição (1872), seu primeiro livro, A Mão e a Luva (1874), Helena (1876) e Iaiá Garcia (1878).

Na Segunda Fase ( fase realista ), Machado de Assis abre espaços para as questões psicológicas dos personagens. É a fase em que o autor retrata muito bem as características do realismo literário. Machado de Assis faz uma análise profunda e realista do ser humano, destacando suas vontades, necessidades, defeitos e qualidades. Nesta fase destaca-se as seguintes obras: Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1892), Dom Casmurro (1900) e Memorial de Aires (1908).

Machado de Assis também escreveu contos, tais como: Missa do Galo, O Espelho e O Alienista. Escreveu diversos poemas, crônicas sobre o cotidiano, peças de teatro, críticas literárias e teatrais.

Principais obras

Romances
  • Ressurreição - 1872 
  • A mão e a luva - 1874 
  • Helena - 1876 
  • Iaiá Garcia - 1878 
  • Memórias Póstumas de Brás Cubas - 1881 
  • Quincas Borba - 1891 
  • Dom Casmurro - 1899 
  • Esaú e Jacó - 1904 
  • Memorial de Aires - 1908 
Poesia 
  • Crisálidas
  • Falenas
  • Americanas
  • Ocidentais
  • Poesias completas
Contos
  • A Carteira 
  • Miss Dollar 
  • O Alienista 
  • Noite de Almirante
  • O Homem Célebre
  • Conto da Escola 
  • Uns Braços 
  • A Cartomante 
  • O Enfermeiro
  • Trio em Lá Menor
  • Missa do Galo 
Teatro
  • Hoje avental, amanhã luva - 1860 
  • Desencantos - 1861 
  • O caminho da porta, 1863 
  • Quase ministro - 1864
  • Os deuses de casaca - 1866 
  • Tu, só tu, puro amor - 1880 
  • Lição de botânica - 1906 

Manuel Bandeira


Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho (Recife, 19 de abril de 1886 - Rio de Janeiro, 13 de outubro de 1968) foi um poeta, crítico literário e de arte, professor de literatura e tradutor brasileiro.

Considera-se que Bandeira faça parte da geração de 1922 da literatura moderna brasileira, sendo seu poema Os Sapos o abre-alas da Semana de Arte Moderna de 1922. Juntamente com escritores como João Cabral de Melo Neto, Paulo Freire, Gilberto Freyre, Carlos Pena Filho e Osman Lins, entre outros, representa o melhor da produção literária do estado de Pernambuco.

O escritor sofreu com a tuberculose por muitos anos de sua vida, apresentando o sofrimento e a angústia da doença em várias obras literárias. Como sua criação foi extensa, Bandeira passa por períodos distintos e retrata nos poemas tempos de nostalgia, de busca por alegria para viver e de solidão. Durante o período em que cursava a Faculdade Politécnica em São Paulo, Bandeira precisou deixar os estudos para ir à Suíça na busca de tratamento para sua tuberculose. Após sua recuperação, ele retornou ao Brasil e publicou seu primeiro livro de versos, Cinza das Horas, no ano de 1917; porém, devido à influência simbolista, esta obra não teve grande destaque.

Além de poeta, Manuel Bandeira exerceu também outras atividades: jornalista, redator de crônicas, tradutor, integrante da Academia Brasileira de Letras e também professor de História da Literatura no Colégio Pedro II e de Literatura Hispano-Americana na faculdade do Brasil, Rio de Janeiro.


Por sua importante atuação na literatura, Manuel Bandeira foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1940, ocupou a cadeira nº 24.

Principais obras

Poesia:
  • A cinza das horas (1924)
  • Carnaval, O ritmo dissoluto (1924)
  • Libertinagem (1930)
  • Estrela da manhã (1936) 
  • Poesias escolhidas (1937) 
  • Poesias completas, reunindo as obras anteriores e mais Lira dos cinqüenta anos (1940) 
  • Poesias completas, 4a edição, acrescida de Belo belo (1948)
  • Poesias completas, 6a edição, acrescida de Opus 10 (1954) 
  • Poemas traduzidos (1945), Mafuá do malungo, versos de circunstância (1948)
  • Obras poéticas (1956)
  • 50 Poemas escolhidos pelo autor (1955)
  • Alumbramentos (1960)
  • Estrela da tarde (1960)

Prosa:
  • Crônicas da província do Brasil (1936)
  • Guia de Ouro Preto (1938)
  • Noções de história das literaturas (1940)
  • Autoria das Cartas chilenas, separata da Revista do Brasil (1940)
  • Apresentação da poesia brasileira (1946)
  • Literatura hispano-americana (1949)
  • Gonçalves Dias, biografia (1952)
  • Itinerário de Pasárgada (1954)
  • De poetas e de poesia (1954)
  • A flauta de papel (1957)
  • Prosa, reunindo obras anteriores e mais Ensaios literários, Crítica de Artes e Epistolário (1958)
  • Andorinha, andorinha, crônicas (1966)
  • Os reis vagabundos e mais 50 crônicas (1966)
  • Colóquio unilateralmente sentimental, crônica (1968)

Antologias:
  • Antologia dos poetas brasileiros da fase romântica (1937)
  • Antologia dos poetas brasileiros da fase parnasiana (1938) 
  • Antologia dos poetas brasileiros bissextos contemporâneos (1946)
  • Organizou os Sonetos completos e Poemas escolhidos de Antero de Quental, as Obras poéticas de Gonçalves Dias (1944)
  • As Rimas de José Albano (1948) e, de Mário de Andrade, Cartas a Manuel Bandeira (1958)